quarta-feira, 30 de junho de 2010
Sono insaciável
Então.. acordei agora. É, às onze e vinte e cinco da manhã (sendo que dormi as cinco) sem nenhuma ajudinha.. simplesmente acordada pelo bom senso - o que não deixa de ser uma auxílio inconsciente. Como eu sempre digo, eu tenho sono em horário integral. Toda vez que eu durmo pouco, fico completamente morta. MAS, quando muito, fico mais abobada, mais mangolona do que o normal.. estado vegetativo por assim dizer.. louca para me deitar e desligar tudo. É impressionante - mencionei isso no twitter (@coelholaiis) algum tempo atrás - que eu nunca estou completamente satisfeita com o meu sono. Acho que sou uma criatura que nasceu para adormecer, se encostar, relaxar.. coisa chata! Como diz minha gatinha Paula "Laís é como bicho preguiça." - Ok, ela só disse isso uma vez, mas eu achei totalmente apropriado. Hoje irei para a loja (Na realidade já devia ter saído daqui para ir me aprontar) e ficarei com o meu rosto cheio de olheiras e bocejos.. uma maravilha! Mas paciência, tudo na vida tem final feliz hehe se não for feliz não terminou ainda! E eu sei exatamente como vai ser o meu final feliz de hoje: Dormir as oito da noite até as onze de amanhã pela manhã. Bom dia para todos que agora eu realmente preciso ir tomar um banho. Beijo da gorda sonolenta. Com amor, Laís.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Prazer, Amor.
Um pensamento me veio à tona sem motivo e sem explicação nenhuma para vir. Vou cita-lo aqui para ver se sou compreendida ou só sou uma louca desvairada achando que qualquer coisa que pensa pode se transformar em um texto onde os leitores (Obs.: Momento "Eu acho que tenho fãs") vão gostar de ler e se encaixar em certas partes. Enfim, para não haver mais enrolamento vou seguir com o pensamento. Aqui irá citações da voz da experiência (Obs. 2: Ou da voz de quem pensa saber muito sobre o assunto):
Me vi esperando demais de alguém.
Para variar um pouco, não sei porque insisto nesta idéia maluca de encontrar aquele que irá me fazer feliz virando à esquina. E mania, também, de achar que alguém realmente precisa lhe fazer feliz. Mal sabemos nós que quem nos faz feliz somos nós mesmos, as nossas ações, a nossa mente e todos aqueles que se importam com os seus pensamentos, sentimentos, e aí vai uma tonelada de palavras terminadas em 'mentos'.
Me sinto tão acostumada em "quebrar a cara", desculpe o uso de expressões completamente metafóricas, que já não me abalo tanto. Me sinto tão acostumada em pensar que "acabou" o que nem "começou" que acabo desistindo antes mesmo que isso se concretize e fico sem saber, depois, se era de verdade e se era dessa vez.
Sabe esse lance de costume? Com o coração é a mesma coisa. O coração acaba se acostumando conforme é amado ou judiado. E esse costume que o meu, particularmente, adotou é como se pudesse se comparar a uma corrida. Vou explicar: Digamos que há uma pessoa que é acostumada a correr e resolve dar a volta no mundo assim. Digamos também que há 200 estados a ser ultrapassados, nesta longuíssima jornada. Ok, agora usaremos as hipóteses citadas para realmente começar a explicação. Chamaremos essa pessoa de "Amor", para a identificação ficar mais clara para os poucos entendedores, desculpe, também, se lhe subestimei. Amor estava sozinho, porém, cheio de energia e saúde. Ele adorava correr e sem motivo resolveu fazer assim um novo começo chamado de "A volta no mundo". Amor começou a correr e a reparar que a cada estado que passava, no início, era mais um passo de superação. Mas ao longo do caminho, Amor foi cansando mais e mais e mais e mais. Até que começou a reparar que a cada estado que ultrapassava ele cansava mais. Então Amor, quando atinge o estado 150 resolve parar. Pensa em desistir e voltar pra casa para encontrar paz e nunca mais correr, pois sentia que não valia mais a pena. Mas descobriu que era um caminho sem volta e a saída só se encontraria no início da jornada, ou seja, quando a volta se completasse. Então, Amor segue seu caminho com um passo mais lento, ao invés de correr começa a seguir caminhando. Ele encontra no caminho pessoas boas que lhe dão carona até um certo lugar, para atingir mais rápido o estado que se encontra na posição 200 do mundo. Mas isso não fazia o sentir melhor. Pois continuaria com o mesmo cansaço por aquela carona não ser a que lhe levaria até o final. E nesse percurso, Amor vê que não são 200 estados. É uma eternidade de estados onde ele descansaria no caminho em corações bons, correria o mais rápido possível em corações malvados e assim viveria milhões de situações com outras pessoas que um dia resolveram adotar esse mesmo costume. Mas ao contrário de muitos corações que Amor viu no caminho, caminhando sem esperança de encontrar descanso, Amor caminhou com o peito estufado e a cabeça erguida, sabendo que mesmo que o descanso não seja em outro coração, há a pensão da amizade, da família, da vida onde nada é cobrado e exigido, onde se é aceito exatamente como se é.
Uma explicação meio confusa, eu sei, mas como muitos sabem por aí:
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Fim de mais um texto sem sentido.
Ah, aliás... Prazer, sou o Amor.
Paula Bonotto
Me vi esperando demais de alguém.
Para variar um pouco, não sei porque insisto nesta idéia maluca de encontrar aquele que irá me fazer feliz virando à esquina. E mania, também, de achar que alguém realmente precisa lhe fazer feliz. Mal sabemos nós que quem nos faz feliz somos nós mesmos, as nossas ações, a nossa mente e todos aqueles que se importam com os seus pensamentos, sentimentos, e aí vai uma tonelada de palavras terminadas em 'mentos'.
Me sinto tão acostumada em "quebrar a cara", desculpe o uso de expressões completamente metafóricas, que já não me abalo tanto. Me sinto tão acostumada em pensar que "acabou" o que nem "começou" que acabo desistindo antes mesmo que isso se concretize e fico sem saber, depois, se era de verdade e se era dessa vez.
Sabe esse lance de costume? Com o coração é a mesma coisa. O coração acaba se acostumando conforme é amado ou judiado. E esse costume que o meu, particularmente, adotou é como se pudesse se comparar a uma corrida. Vou explicar: Digamos que há uma pessoa que é acostumada a correr e resolve dar a volta no mundo assim. Digamos também que há 200 estados a ser ultrapassados, nesta longuíssima jornada. Ok, agora usaremos as hipóteses citadas para realmente começar a explicação. Chamaremos essa pessoa de "Amor", para a identificação ficar mais clara para os poucos entendedores, desculpe, também, se lhe subestimei. Amor estava sozinho, porém, cheio de energia e saúde. Ele adorava correr e sem motivo resolveu fazer assim um novo começo chamado de "A volta no mundo". Amor começou a correr e a reparar que a cada estado que passava, no início, era mais um passo de superação. Mas ao longo do caminho, Amor foi cansando mais e mais e mais e mais. Até que começou a reparar que a cada estado que ultrapassava ele cansava mais. Então Amor, quando atinge o estado 150 resolve parar. Pensa em desistir e voltar pra casa para encontrar paz e nunca mais correr, pois sentia que não valia mais a pena. Mas descobriu que era um caminho sem volta e a saída só se encontraria no início da jornada, ou seja, quando a volta se completasse. Então, Amor segue seu caminho com um passo mais lento, ao invés de correr começa a seguir caminhando. Ele encontra no caminho pessoas boas que lhe dão carona até um certo lugar, para atingir mais rápido o estado que se encontra na posição 200 do mundo. Mas isso não fazia o sentir melhor. Pois continuaria com o mesmo cansaço por aquela carona não ser a que lhe levaria até o final. E nesse percurso, Amor vê que não são 200 estados. É uma eternidade de estados onde ele descansaria no caminho em corações bons, correria o mais rápido possível em corações malvados e assim viveria milhões de situações com outras pessoas que um dia resolveram adotar esse mesmo costume. Mas ao contrário de muitos corações que Amor viu no caminho, caminhando sem esperança de encontrar descanso, Amor caminhou com o peito estufado e a cabeça erguida, sabendo que mesmo que o descanso não seja em outro coração, há a pensão da amizade, da família, da vida onde nada é cobrado e exigido, onde se é aceito exatamente como se é.
Uma explicação meio confusa, eu sei, mas como muitos sabem por aí:
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Fim de mais um texto sem sentido.
Ah, aliás... Prazer, sou o Amor.
Paula Bonotto
Mamãe noel
Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.
Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.
Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?
Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?
Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.
Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?
Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.
Martha Medeiros
Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.
Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?
Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?
Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.
Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?
Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.
Martha Medeiros
domingo, 27 de junho de 2010
ADORO questionários!
1. A que horas você se levantou hoje?
13:55
2. Diamantes ou pérolas?
Diamantes
Diamantes
3. Qual foi o último filme que você assistiu no cinema?
Toy Story 3
4. Qual o seu programa de TV favorito?
4. Qual o seu programa de TV favorito?
Pânico na Tv
5. O que você normalmente come no café da manhã?
Não tomo café da manhã
6. Qual o seu nome do meio?
Vieira
Vieira
7. Que comida você não gosta?
Sopas eu até aturo, mas de ervilha never!
8. Qual o seu CD favorito no momento?
8. Qual o seu CD favorito no momento?
Cd? Não existe mais isso, haha. Ando escutando pagodes, rock leve, coisas assim..
9. Qual tipo de carro você dirige?
9. Qual tipo de carro você dirige?
Não dirijo, mas minha mãe tem um Corsa e meu pai uma Caravan
10. Qual seu sanduíche favorito?
De atum
De atum
11. Qual característica você despreza?
Grosseria, INFANTILIDADE e falta de respeito
12. Qual sua favorita peça de vestir?
Tudo muito básico
Tudo muito básico
13. Para onde você iria de férias em qualquer lugar do mundo?
Disney
14. Qual sua marca de roupa favorita?
Não ligo pra isso
15. Para onde você iria quando se aposentasse?
RJ
16. Qual foi seu aniversário mais memorável?
17. Qual seu esporte favorito para assistir?
Não assisto muito, mas gosto de natação..
18. Uma paixão?
18. Uma paixão?
Meus amigos, minha família
19. Sua melhor característica?
19. Sua melhor característica?
Carinho
29. Quando é o seu aniversário?
21. Você é uma pessoa do dia ou da noite?
Depende, mas acho que sou mais da noite..
22. Qual numeração do seu sapato?
37/38
23. Animal de estimação?
Cães, gatos, furões, coelhos.. haha tenho uma cachorra, Melissa
24. Alguma nova excitante notícia que você gostaria de compartilhar
Não
25. Qual sua bebida/drink favorito?
Champagnes, vinhos, Martini, algumas cervejas e Ice..
Champagnes, vinhos, Martini, algumas cervejas e Ice..
26. Como você está hoje?
Normal. Nem muito feliz, nem triste..
27. Qual seu bombom (ou doce) favorito?
Nutella
28. Qual sua flor favorita?
28. Qual sua flor favorita?
29. Por qual data no calendário você está esperando?
Nenhum especial..
30. Qual seu nome completo?
30. Qual seu nome completo?
Laís Vieira Coelho
31. O que você está ouvindo agora?
Owl City - Fireflies (Amo)
32. Qual foi a última coisa que você comeu?
32. Qual foi a última coisa que você comeu?
Pipoca doce
33. Você faz pedido para as estrelas?
Não, mas já fiz..
34. Se você fosse um lápis, que cor seria?
Não, mas já fiz..
34. Se você fosse um lápis, que cor seria?
Preto
35. Como está o clima agora?
Está ótimo.. nem frio e nem calor..
36. Qual a cor natural do seu cabelo?
35. Como está o clima agora?
Está ótimo.. nem frio e nem calor..
36. Qual a cor natural do seu cabelo?
Castanho
37. Qual seu refrigente preferido?
37. Qual seu refrigente preferido?
Coca Zero! SÉRIO!
38. Qual seu restaurante favorito?
Dado Garden Grill
39. Qual sua cor favorita de esmalte para unhas?
Gosto de váriassss..
40. Qual foi seu brinquedo favorito quando criança?
Um urso branco com um coração que eu ganhei com dois anos e perdi no aeroporto ;(
41. Verão ou inverno?
Inverno
42. Abraços ou beijos?
Abraços e Beijos
43. Chocolate ou baunilha (suspiro)?
Chocolate
44. Café ou chá?
Café
45. Cidade favorita?
RJ
46. Quando foi a última vez que chorou?
Nem me lembro :s
Abraços e Beijos
43. Chocolate ou baunilha (suspiro)?
Chocolate
44. Café ou chá?
Café
45. Cidade favorita?
RJ
46. Quando foi a última vez que chorou?
Nem me lembro :s
47. O que tem embaixo da sua cama?
Três gavetas e a cama extra..
48. O que você fez ontem à noite?
49. Do que você tem medo?
De perder as pessoas que eu amo e de barata (MEDO.. sério!)
50. Salgado ou doce?
Salgado
50. Salgado ou doce?
Salgado
51. Quantas chaves há no seu chaveiro?
3
52. Quantos anos no seu emprego atual?
Loja da mamãe? Mil anos.. haha
53. Dia favorito da semana?
QUINTA
54. Em quantas cidades você já morou?
1
52. Quantos anos no seu emprego atual?
Loja da mamãe? Mil anos.. haha
53. Dia favorito da semana?
QUINTA
54. Em quantas cidades você já morou?
1
55. Você faz amizade com facilidade?
Sim.
56. Se acha bonita?
Me acho normal, mas mais para menos do que para mais haha
57. O que mais gosta no corpo?
Meu nariz.. eu acho hehe
57. O que mais gosta no corpo?
Meu nariz.. eu acho hehe
sábado, 26 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Feias bonitas
Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dá para encomendar num consultório de cirurgia plástica.
Se você não é nenhuma Gisele Bündchen, não há motivo para se desesperar em frente ao espelho. Quem dera ser uma deusa, mas não sendo, há chance de ser incluída no time das interessantes. Junte nove lindas e uma mulher interessante e será ela quem vai se destacar entre as representantes do marasmo estético. Perfeição, você sabe, entedia.
Mulher interessante é aquela que não nasceu com tudo no lugar, a não ser a cabeça - e, às vezes, nem isso, pois as malucas também têm um charme diabólico. A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos, uma malícia que inquieta a todos quando sorri - e um nariz diferente. São também conhecidas como feias bonitas.
Eu poderia citar um batalhão de feias bonitas que, aqui no Brasil, são públicas e notórias, mas vá que elas não considerem isso um elogio. Então vou dar um exemplo clássico que vive a quilômetros de distância: Sarah Jessica Parker. É uma feia lindona. Uma feia classuda. Uma feia surpreendente. Adoro este tipo de visual. Mulheres com rostos difíceis de classificar, que não se enquadram em nenhum padrão.
Quando Meryl Streep estreou como coadjuvante em Manhattan, filme de Woody Allen, chamou a atenção não só pelo talento, mas pelo seu ar blasé, seu porte altivo e uma sobrancelha que arqueava interrogativamente, como se perguntasse: e aí, você já decidiu se lhe agrado ou não? Paralisante.
Esse gênero de mulher não figura nos anúncios da Lancôme e não possui um rosto desenhado com fita métrica: olhos, boca e nariz a uma distância equilibrada um dos outros. Nada disso. A feia bonita é aquela que não causa uma excelente impressão à primeira vista. Ao contrário, causa estranhamento. As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem? Ela tem algo. Pronome indefinido: algo.
Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dá para encomendar num consultório de cirurgia plástica. Não adianta musculação, dieta, hidratantes. Feias bonitas têm a boca larga demais. Ou um leve estrabismo. Ou um nariz adunco. Ou seja, este algo que elas têm é algo errado. Mas que funciona escandalosamente bem.
E há aquelas que não têm nada de errado, mas também nada de relevante. Um zero a zero completo, e ainda assim se destacam. Um exemplo? Aquela menina que atuou em Homem-Aranha e Maria Antonieta, a Kirsten Dunst. Jamais será uma Michelle Pfiefer, mas a menina tem algo. Quem dera esse algo fosse vendido em frascos nos freeshops da vida.
Se o fato de ser uma feia bonita é, digamos, uma ótima compensação, ser um feio bonito é o prêmio máximo. Não sei se você concorda, mas eles são mais atraentes que os bonitos bonitos. Não que seja tolerável um narigão num homem: ele tem que ter um! Nada de baby face. É obrigatório uma cicatriz, ou um queixo pronunciado, um olhar caído. Você está lembrando de um monte de cafajestes, eu sei. Ou de um monte de italianos. É esse tipo mesmo, você pegou o espírito da coisa.
Feias bonitas e feios bonitos tornam a vida mais generosa, democrática, divertida e interessante. Não podemos ter tudo, mas algo se pode ter.
Martha Medeiros (Só para variar.. haha)
Se você não é nenhuma Gisele Bündchen, não há motivo para se desesperar em frente ao espelho. Quem dera ser uma deusa, mas não sendo, há chance de ser incluída no time das interessantes. Junte nove lindas e uma mulher interessante e será ela quem vai se destacar entre as representantes do marasmo estético. Perfeição, você sabe, entedia.
Mulher interessante é aquela que não nasceu com tudo no lugar, a não ser a cabeça - e, às vezes, nem isso, pois as malucas também têm um charme diabólico. A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos, uma malícia que inquieta a todos quando sorri - e um nariz diferente. São também conhecidas como feias bonitas.
Eu poderia citar um batalhão de feias bonitas que, aqui no Brasil, são públicas e notórias, mas vá que elas não considerem isso um elogio. Então vou dar um exemplo clássico que vive a quilômetros de distância: Sarah Jessica Parker. É uma feia lindona. Uma feia classuda. Uma feia surpreendente. Adoro este tipo de visual. Mulheres com rostos difíceis de classificar, que não se enquadram em nenhum padrão.
Quando Meryl Streep estreou como coadjuvante em Manhattan, filme de Woody Allen, chamou a atenção não só pelo talento, mas pelo seu ar blasé, seu porte altivo e uma sobrancelha que arqueava interrogativamente, como se perguntasse: e aí, você já decidiu se lhe agrado ou não? Paralisante.
Esse gênero de mulher não figura nos anúncios da Lancôme e não possui um rosto desenhado com fita métrica: olhos, boca e nariz a uma distância equilibrada um dos outros. Nada disso. A feia bonita é aquela que não causa uma excelente impressão à primeira vista. Ao contrário, causa estranhamento. As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem? Ela tem algo. Pronome indefinido: algo.
Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dá para encomendar num consultório de cirurgia plástica. Não adianta musculação, dieta, hidratantes. Feias bonitas têm a boca larga demais. Ou um leve estrabismo. Ou um nariz adunco. Ou seja, este algo que elas têm é algo errado. Mas que funciona escandalosamente bem.
E há aquelas que não têm nada de errado, mas também nada de relevante. Um zero a zero completo, e ainda assim se destacam. Um exemplo? Aquela menina que atuou em Homem-Aranha e Maria Antonieta, a Kirsten Dunst. Jamais será uma Michelle Pfiefer, mas a menina tem algo. Quem dera esse algo fosse vendido em frascos nos freeshops da vida.
Se o fato de ser uma feia bonita é, digamos, uma ótima compensação, ser um feio bonito é o prêmio máximo. Não sei se você concorda, mas eles são mais atraentes que os bonitos bonitos. Não que seja tolerável um narigão num homem: ele tem que ter um! Nada de baby face. É obrigatório uma cicatriz, ou um queixo pronunciado, um olhar caído. Você está lembrando de um monte de cafajestes, eu sei. Ou de um monte de italianos. É esse tipo mesmo, você pegou o espírito da coisa.
Feias bonitas e feios bonitos tornam a vida mais generosa, democrática, divertida e interessante. Não podemos ter tudo, mas algo se pode ter.
Martha Medeiros (Só para variar.. haha)
terça-feira, 22 de junho de 2010
Doidas e santas
"Estou no começo do meu desespero/e só vejo dois caminhos:/ou viro doida ou santa". São versos de Adélia Prado, retirados do poema A Serenata. Narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo o ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?".
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???
Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.
Martha Medeiros
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???
Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.
Martha Medeiros
domingo, 20 de junho de 2010
A impontualidade do amor
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Martha Medeiros
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Martha Medeiros
Piercing novo
Brazil vs CDM
Ah, eu adoro Copa do Mundo.. sério! Acho que em mim, assim como a maioria da população brasileira, o patriotismo floresce demais. Na minha família, em época de copa, sempre nasce alguma supertição! Nesse exato momento, está passando o jogo Brasil x Costa do Marfim e eu estou aqui postando. O Kaká acabou de ser expulso.. só para constar! Haha. Como eu estava dizendo.. a supertição hoje é a "ida ao banheiro" - detalhe: uma entre as mulheres, em todos os três gols do Brasil, estava ausente e, quando todas estavam presentes, levamos um gol da CDM :) Haha. Estou simplesmente de costas para a televisão, enquanto uma galera sem tamanho está gritando, apitando, xingando, odiando e amando o jogo. Isso porque meu queridíssimo irmão me lembra todos os dias que, em 2006 quando nós perdemos o título, foi uma das primeiras vezes que eu prestei cem por cento de atenção na partida. Então, hoje, estou aqui com o corpo, mas tentando não virar para espiar e nem pensar muito no jogo. Claro, estou tentando muito me manter assim e sofrendo, pois quero ver tudo: os lances e a briga HAHA. Oficialmente, agora mesmo, foi finalizada em três para o Brasil e um para CDM! VAMOS LÁ, BRAZIL! HAHA! Bom, vou lá me "enturmar" com a galera, já que o meu azar não foi tão compartilhado com o jogo! Com amor, e sorte, Laís.
"Pra frente, Brasil! SALVE A SELEÇÃO!"
"Pra frente, Brasil! SALVE A SELEÇÃO!"
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